- 0
- 340 words
Durante as ações da campanha Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização e ao combate à violência contra a mulher, especialistas, autoridades judiciais e ativistas reuniram-se para debater os novos entendimentos jurídicos e a ampliação da aplicação da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) na proteção de mulheres trans e travestis.
O encontro abordou como a interpretação das diretrizes legais tem evoluído no sistema de justiça para garantir acolhimento, proteção integral e medidas protetivas de urgência às mulheres trans vítimas de violência doméstica e de gênero.
O Papel das Instituições e o Acolhimento
Durante o evento, a defensora pública de Roraima, Nicole Rodrigues, destacou a importância de assegurar o acesso gratuito à justiça e a urgência no atendimento humanizado a esse público vulnerável, reforçando que o amparo legal deve abranger todas as mulheres em situação de risco.
O repórter Paulo Henrique Rangel, em entrada direto da Casa da Mulher Brasileira em Boa Vista, ressaltou o papel central do local na prestação de serviços integrados de apoio psicossocial, jurídico e de segurança pública.
Dados e Desafios da Comunidade Trans
A ativista social dos direitos humanos Sandra dos Santos, representante do Grupo SABA, reforçou a relevância da conscientização contínua e do combate ao preconceito institucional e social.
Um estudo apresentado pela Rede Trans Brasil trouxe dados expressivos sobre a relação da comunidade trans com os órgãos de proteção:
- 87,1% das entrevistadas sabiam que a Lei Maria da Penha também as protege;
- 61,3% já procuraram uma Delegacia da Mulher;
- 71% disseram que foram atendidas conforme a Lei Maria da Penha;
- 29% relataram ter enfrentado preconceito ou medo de procurar ajuda.
Os números evidenciam tanto o avanço no conhecimento sobre os direitos legais quanto a necessidade urgente de combater as barreiras do preconceito que ainda afastam vítimas da busca por auxílio das autoridades.
Fonte TV Amazônica
