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Uma pesquisa feita no Brasil e apoiada pelo Banco Mundial aponta para as perdas bilionárias que o Brasil tem, todos os anos, por causa do preconceito contra a população LGBT+. E não são apenas as vítimas diretas da discriminação que perdem: o país como um todo perde quase 1% do Produto Interno Bruto (PIB) ao deixar de contratar e pagar adequadamente as pessoas, por causa de condições de gênero e orientação sexual.
A discriminação contra a população LGBTI+ não produz apenas impactos sociais. O preconceito sofrido é refletido também no mundo do trabalho e na economia, especialmente entre as pessoas com níveis mais altos de discriminação, como pessoas trans. O estudo feito pelo Banco Mundial em parceria com instituições brasileiras ouviu mais de 11 mil pessoas LGBTI+ em todo o país. A exclusão dessa população no mercado de trabalho custa ao Brasil quase R$ 95 bilhões por ano, o que equivale a 0,8% do PIB.
A pesquisa mostra que os efeitos da discriminação atingem diretamente a população LGBT: enquanto a taxa de desemprego na população geral está em torno dos 7,5%, entre LGBT é o dobro, mais de 15%. A renda média mensal para a população LGBT empregada é maior do que a da população geral, mas, para os pesquisadores, isso acontece por causa justamente da discriminação, que impede a contratação de trabalhadores LGBT menos escolarizados. Os salários maiores não compensam o alto índice de desemprego, e a renda relativa do trabalho é 9% menor.
“As pessoas LGBTQIA+ são empurradas para o desemprego e para a informalidade, o que o que acaba significando menos arrecadação para o país, mais gastos com proteção social e menos capital humano disponível é para a economia”, explica Helen Faquinetti, diretora-geral do Instituto Mais Diversidade.
