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Mais de 84 mil pessoas desapareceram no Brasil só no ano passado, uma média de 232 desaparecimentos por dia. Pesquisadores da Universidade de Brasília lançaram hoje (27) um relatório com o diagnóstico dessa situação no país, com o objetivo de ajudar o Estado a criar políticas públicas para proteger, principalmente, os grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas em situação de rua.

Uma vez por mês, um grupo se reúne nas escadarias da Catedral da Sé, em São Paulo, em um protesto silencioso por duas horas com fotos e cartazes dos desaparecidos. A manifestação é coordenada por Ivanise Silva, mãe de Fabiana, desaparecida há 30 anos, que fundou a organização Mães da Sé e atua diariamente na ajuda e acolhimento a parentes de desaparecidos.

Só no ano passado, foram registrados mais de 84 mil desaparecimentos no país, 232 desaparecimentos por dia, um aumento de 4,1% em relação a 2024. Um terço desses desaparecidos têm entre 12 e 17 anos. 

Pesquisadores da UnB, no Observatório do Desaparecimento de Pessoas no Brasil, concluíram que grupos historicamente vulnerabilizados são os mais afetados pelo desaparecimento. Entre eles estão crianças e adolescentes, população negra, pessoas em situação de rua, indígenas, migrantes e população LGBT+.

O relatório será utilizado para mostrar a urgência da aprovação do projeto que cria o tipo penal de crime de desaparecimento forçado de pessoa. O projeto foi aprovado no plenário da Câmara dos Deputados neste mês e segue para o Senado.

Fonte TV Brasil

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vandersonsamael@gmail.com

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