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O brasileiro Alex Pereira Alves, que trabalha como personal trainer e segurança em Los
Angeles, enfrenta um momento dramático na justiça americana. Preso pelas autoridades de
imigração dos Estados Unidos (ICE), ele agora corre o risco de ser deportado para a Guiné
Equatorial, na África, e tenta um acordo para conseguir voltar ao Brasil.
Em Busca de Asilo
A história de Alex nos EUA começou há aproximadamente dez anos, quando ele solicitou asilo
no país. A justificativa para o pedido foi a perseguição que sentia no Brasil por ser gay.
Durante uma década, ele construiu sua vida em West Hollywood, onde morava com sua
cadelinha, Bella, e cumpria rigorosamente as exigências da imigração, apresentando-se
sempre no mês de novembro.
A Mudança no Processo e a Prisão
A situação de Alex mudou drasticamente em abril de 2026, quando ele foi convocado pela
imigração e passou a usar um aparelho de monitoramento eletrônico (tornozeleira). Em 12 de
agosto do mesmo ano, ele recebeu um novo chamado, que antecipou a audiência que
ocorreria apenas em novembro.
Segundo a advogada de defesa, Alex pediu para ir acompanhado à audiência. A defesa relata
que, após aguardar e procurar informações por cerca de uma hora no local, foi informada de
que o brasileiro havia sido preso apenas cinco minutos após se apresentar às autoridades.
Atualmente, Alex encontra-se detido na prisão do ICE em Adelanto, localizada em uma área
desértica, distante da vida que levava na animada West Hollywood.
“As autoridades ameaçaram mandá-lo para a África [Guiné Equatorial], mas agora
Alex prefere voltar ao Brasil”, relata a defesa do brasileiro.
Estratégia da Defesa
Diante do risco iminente de ser enviado para a Guiné Equatorial, a defesa de Alex mudou a
estratégia. A advogada explicou que propôs um acordo ao juiz responsável pelo caso: se Alex
for solto, ele se compromete a comprar uma passagem em até 48 horas e retornar ao Brasil.
O argumento central para essa mudança é o tempo. A defesa pontua que, após 10 anos, a
sociedade brasileira mudou e Alex acredita que se sentiria mais seguro em seu país natal hoje
do que no passado, preferindo essa opção a uma deportação forçada para o continente
africano. A equipe jurídica agora aguarda que o juiz aceite a proposta de retorno voluntário.
