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A vítima, identificada como Kaira Kamilly, de 33 anos, foi vista nas
câmeras chegando ao local do crime na garupa do veículo do suspeito
A Polícia Civil prendeu um homem suspeito de assassinar uma mulher trans na cidade
de Santos . O crime, que ocorreu no final do mês de agosto, foi elucidado
com o auxílio fundamental de câmeras de monitoramento da região, cujas imagens
permitiram que a Delegacia de Homicídios identificasse e solicitasse a prisão do suspeito.
A Dinâmica do Crime
As investigações apontam que na madrugada do dia 24 de agosto, exatamente às 3h07
da manhã, o suspeito deixou a vítima na entrada de um terreno . Após deixá-
la, o homem estacionou sua motocicleta no lado oposto da rua e retornou a pé para entrar no local.
De acordo com a polícia, o suspeito permaneceu no interior do terreno por cerca de 30
minutos. Ao sair, ele foi flagrado levando consigo a bolsa que pertencia a
Kaira . Quinze minutos após a sua primeira saída, o homem retornou, entrou
rapidamente no terreno mais uma vez e foi embora em definitivo .
Descoberta do Corpo e Investigações
O corpo de Kaira Kamilly foi encontrado três dias após o crime, já em estado avançado
de decomposição . A localização ocorreu quando policiais militares, alertados
por um forte odor, entraram no terreno através de uma abertura no muro .
A vítima foi encontrada sem nenhum documento ou objeto pessoal e apresentava uma
grave lesão na cabeça, compatível com esmagamento . Devido às condições
do corpo e à ausência de pertences, a identificação oficial só foi possível através da
análise de suas tatuagens, perfis em redes sociais e depoimentos de testemunhas [cite:
vídeo]. A polícia informou também que apreendeu roupas com o suspeito que aparentam
ser as mesmas visualizadas nas câmeras de segurança, material que ainda passará por
perícia técnica.
Prisão e Defesa do Suspeito
O suspeito do crime é um instrutor de jiu-jítsu de 45 anos, que foi localizado e preso na
cidade de Guarujá . Em seu depoimento às autoridades, o homem negou
qualquer tipo de relação com a vítima . Sobre as imagens captadas pelas
câmeras de segurança, o instrutor alegou que estava apenas caminhando em direção a
um banheiro.
Apesar da negativa, os indícios recolhidos foram suficientes para que a Justiça
decretasse a prisão temporária do investigado por um período de 30 dias [cite: vídeo]. A
Polícia Civil agora concentra seus esforços para mapear os últimos passos da vítima e
verificar com quem ela esteve nos dias que antecederam o crime.
