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Muitas pessoas ainda confundem o significado de conceitos como sexo biológico, orientação sexual e identidade de gênero. Mas ter acesso às informações corretas é essencial para combater o preconceito.

Desde cedo, o mundo aprende a se dividir entre homens e mulheres, mas nem todos se reconhecem assim. O gênero é só uma parte de quem somos, e a identidade vai muito além: envolve histórias, vivências e a forma como cada pessoa se vê.

Para Nataly, o caminho foi de descoberta e de se permitir viver novas possibilidades.

“Eu assumi e me vejo, me identifico, como uma travesti. E eu acho que de fato eu bati o martelo quando eu saí de casa e botei o pé na rua e fui atrás de pessoas que se pareciam comigo”.

Especialistas explicam que sexo biológico, orientação sexual e identidade de gênero são coisas diferentes. O sexo biológico é determinado de acordo com a sua parte biológica, como você nasce. Então existe fêmea e macho, como qualquer animal.

A identidade de gênero representa como nós nos identificamos, seja como um papel de gênero feminino, da fêmea, ou com papel de gênero masculino, de macho. 

Quando a pessoa se identifica como cisgênero, ela nasceu com o sexo biológico e se identifica com o mesmo papel de gênero instituído biologicamente. Quando essa identificação se diverge, a pessoa é considerada trans.

“Já a orientação sexual é por quem nós nos apaixonamos, por quem nós sentimos atração”, explica a psicóloga Hosana Rosseto.

A população trans enfrenta altos índices de violência ao afirmar a própria identidade nas redes sociais, por exemplo. Conteúdos distorcidos e informações falsas circulam com facilidade e abrem espaço para falas discriminatórias. O que muitos acreditam ser uma mera opinião, na prática alimenta discursos de ódio e reforça uma exclusão social contra identidades que fogem à norma.

Bruna Suellen Sartori, presidente da Comissão de Diversidade Sexual e de Gênero OAB/ ES, completa:

“As pessoas estão travestindo opinião de crime e é muito importante que isso seja denunciado justamente pra gente fazer a repressão que deve ser feita”. 

Falar sobre respeito também passa pela educação, não só em casa mas também nas escolas. A informação é um dos caminhos para reduzir o preconceito, como explica Hosana:

“Muitas vezes as pessoas acham que educação sexual é ensinar a criança a ter relações sexuais, e não é isso. É primeiro prevenir sobre violências sexuais, que são muito comuns no Brasil, na sociedade como um todo, mas no Brasil especificamente. E segundo para se identificar e entender as diversidades, a diversidade sexual.”

Falar sobre identidade de gênero é falar sobre respeito, sobre garantir que cada pessoa possa existir do jeito que é.

A reportagem é da TVE Espírito Santo, emissora da Rede Nacional de Comunicação Pública.

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vandersonsamael@gmail.com

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